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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Divulgado novo censo do CNPq sobre grupos de pesquisa no Brasil

O estudo mostra que dos pesquisadores cadastrados em 2008, 49% são mulheres e 51% homens, e que mais de 60% são doutores

O novo censo do Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil foi realizado durante o ano de 2008 e acaba de ser divulgado. Reflete o cenário atualizado da ciência brasileira a partir das informações dos grupos de pesquisa cadastrados. A distribuição geográfica, as linhas de pesquisa desenvolvidas, as produções científicas, tecnológicas e artísticas dos pesquisadores e estudantes são alguns dados que integram o mapeamento realizado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT).

O Diretório dos Grupos de Pesquisa foi criado em 1993 pelo CNPq e suas informações são atualizadas permanentemente. Os dados sobre os recursos humanos que constituem os grupos, linhas de pesquisa, especialidades do conhecimento, setores de atividade, produção de C&T e padrões de interação dos grupos com o setor produtivo ficam armazenados. A cada dois anos, um censo é realizado e toda a comunidade representada no Diretório é convocada a atualizar as informações dos grupos que são processadas e apresentadas à comunidade científica e ao público, proporcionando um abrangente panorama sobre a capacidade de pesquisa no Brasil.

Mais de 60% dos pesquisadores são doutores

Participaram do último censo 422 instituições, registrando 22.797 grupos de pesquisa compostos por mais de 104 mil pesquisadores, sendo 66.785 doutores. No comparativo com o censo de 2002 - ano em que o formulário tornou-se on-line, facilitando a comunicação e a coleta dos dados - o crescimento do número de grupos cadastrados foi de 50%. O número de pesquisadores cresceu 83% e o de doutores 94% no mesmo período.

Descentralização regional

O censo 2008 revela que todas as regiões cresceram numericamente, desde o primeiro censo, realizado em 1993. Em termos participativos, as regiões Norte e Nordeste foram as que registraram maior aumento percentual nos últimos 15 anos: 176% e 71%, respectivamente. Os dados mostram ainda que uma constante descentralização regional da pesquisa está ocorrendo. As regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste foram as que mais cresceram em 2008. Sua participação conjunta, em relação a 2006, passou de 26% para 28%.

Em 1993 a região Sudeste detinha 68,5% dos grupos de pesquisa registrados. Em 2008 esse percentual diminuiu para 48,8%. Contudo, o número total de grupos quase quadruplicou, passou de 3.015 para 11.120.

Linhas de Pesquisa

Foram registradas 86.075 linhas de pesquisa, quase 10 mil a mais que no censo anterior. As três ciências com maior cadastramento foram as Engenharias e Ciências da Computação, com 15,3%, Ciências Humanas com 14,7% e Ciências Biológicas com 14%. As áreas de Medicina, Educação e Agronomia continuam sendo as três maiores em número de linhas de pesquisa.

Participação feminina

Dos pesquisadores cadastrados em 2008, 49% são mulheres e 51% homens. Quando a liderança dos grupos é analisada, a participação feminina cai para 45%. Apesar disso, os números indicam uma evolução da presença feminina na realização de pesquisas. Se o critério comparativo for apenas por não líderes, o percentual de mulheres supera o de homens, respectivamente 51% contra 49%. Em 1993, a cada 100 pesquisadores, apenas 39 eram mulheres.

Preferências por Gênero

Predominância feminina:

Área Nº de Homens Nº de Mulheres (%) de Homens (%) de Mulheres





Fonoaudiologia 48 416 10 90
Enfermagem 306 2.030 13 87
Serviço Social 219 919 19 81
Nutrição 199 755 21 79

Predominância masculina:

Área Nº de Homens Nº de Mulheres (%) de Homens (%) de Mulheres
Engenharia Mecânica 1.461 208 88 12
Engenharia Elétrica 2.379 353 87 13
Engenharia Naval e Oceânica 48 9 84 16
Engenharia Aeroespacial 151 31 83 17
Física 2.234 514 81 19

Preferências de ambos os sexos:

Área

Nº de Homens

Nº de Mulheres

(%) de

Homens

(%) de

Mulheres

Odontologia

1.254

1.216

51

49

Medicina

3.626

3.660

50

50

Arqueologia

151

153

50

50

História

1.560

1.626

49

51

Biologia Geral

178

189

49

51


As informações completas de todos os censos já realizados, com séries históricas, súmulas estatísticas e buscas detalhadas podem ser acessadas em:

http://dgp.cnpq.br/censos/index.htm

Assessoria de Comunicação Social do CNPq

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

ALUNOS E EGRESSOS DO MESTRADO EM COMUNICAÇÃO DA UTP PARTICIPAM DE ENCONTRO DE PESQUISA EM JORNALISMO

Alunos e egressos do Mestrado em Comunicação e Linguagens da Universidade Tuiuti do Paraná vão participar do VI Encontro Paranaense de Pesquisa em Jornalismo da UEPG, de 7a 9 de outubro de 2008.

Três alunos do Mestrado em Comunicação e Linguagens participam do encontro:


O Sensacionalismo no Webjornalismo
Fernanda Carraro Dal-Vitt Rais


Jornal Nacional: estratégias de fidelização a
partir da imagem dos apresentadores
Eduardo Fofonca

Ciberdependência a partir da construção de
identidades virtuais: orkut como uma extensão
do homem
Alexandre Lara

Na programação do evento também estão três egressos do Mestrado em Comunicação e Linguagens.

O seqüestrador e a representação No documentário Ônibus 174
Sandra Nodari

A fonte jornalística como característica dos vídeos-documentários nas graduações de jornalismo
Cíntia Xavier

85 anos de rádio no Paraná: a recuperação da memória histórica do veículo pelo programa XYZ
Thays Renata Poletto

Um aluno da curso de jornalismo da UTP também teve trabalho selecionado.

Webjornalismo participativo Slashdot: a “democracia” da rede mundial
André Kron

A informação completa sobre o evento pode ser encontrada no seguinte endereço:

http://www.uepg.br/secom/


Os textos serão publicados no anais do evento e disponibilizados no site da Universidade Estadual de Ponta Grossa.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Ciência Brasileira: expansão nacional e descentralização regional

Acontece

Ciência Brasileira: expansão nacional e descentralização regional


Agência FAPESP – 30/11/2007

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulgou nesta quinta-feira (29/11) os resultados do novo censo do Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil. Realizada a cada dois anos, a pesquisa apresenta o cenário atualizado da ciência brasileira a partir de informações dos grupos de pesquisa.

As bases incluem dados sobre recursos humanos constituintes dos grupos, linhas de pesquisa, distribuição geográfica, especialidades do conhecimento, setores de atividade envolvidos, produção de ciência e tecnologia dos participantes e padrões de interação dos grupos com o setor produtivo.

A pesquisa teve a participação de 21 mil grupos de 403 instituições, englobando 90.320 pesquisadores e 128.969 estudantes. Em 2004, foram registrados 19 mil grupos e 77 mil pesquisadores.

Entre os pesquisadores, o número de doutores aumentou 10 mil em relação a 2004, chegando a 57 mil, ou 64% do total.

De acordo com o censo, a pesquisa brasileira passa por um processo de gradual descentralização regional. Sul e Sudeste, juntos, registraram um crescimento de 5% no número de grupos de pesquisa, enquanto as regiões Centro-Oeste e Nordeste cresceram cerca de 17%. A região Norte cresceu 21%.

O Sudeste aparece com 10.592 grupos (50,4% do total), seguido pelo Sul com 4.955 (23,6%), Nordeste com 3.269 (15,5%), Centro-Oeste com 1.275 (6,1%) e Norte com 933 (4,4%).

O Estado de São Paulo é o que tem mais grupos, com 5.678 (27% do total do país). Em seguida estão Rio de Janeiro, com 2.772 (13,2%), Rio Grande do Sul, com 2.180 (10,4%), e Minas Gerais, com 1.919 (9,1%).

Medicina é a área com maior concentração de linhas de pesquisa, com 4.928 das 76.719 linhas registradas. Em seguida, vêm agronomia (4.363), educação (3.897), química (3.606) e física (2.794).

As áreas que concentram o maior número de grupos de pesquisa são educação, com 1.483 (7,1%), e medicina, com 1.276 (6,1). Em 2004, as posições estavam invertidas, com 1.194 grupos atuando na área de educação e 1.257 em medicina.

As instituições com mais pesquisadores são a Universidade de São Paulo (USP), com 8.478, a Universidade Estadual Paulista (Unesp), com 3.944, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com 3.694, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com 3.253, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com 3.018, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com 2.351, e a Universidade Federal da Bahia (UFBA), com 2.091 pesquisadores.

Mais informações: www.cnpq.br/censos

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

CNPq divulga novo censo de grupos de pesquisa no Brasil

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) divulga os resultados do novo censo do Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil. Realizado durante o ano de 2006, o censo apresenta o cenário atualizado da ciência brasileira a partir de informações dos grupos de pesquisa, sua distribuição geográfica, as linhas de pesquisa, bem como a produção científica, tecnológica e artística dos pesquisadores e estudantes.

Grupos de pesquisa e pessoal envolvido

Responderam ao Censo 2006 mais de 21 mil grupos de pesquisa de 403 instituições, englobando 90.320 pesquisadores e 128.969 estudantes. Estes números representam um importante crescimento em relação ao censo anterior, de 2004, quando foram registrados 19 mil grupos e 77 mil pesquisadores.

Dentre os pesquisadores registrados, 57,5 mil são doutores, representando 64% do total. São cerca de 10 mil doutores a mais que os registrados no censo de 2004.

Distribuição Geográfica

Os novos dados obtidos mostram que vem ocorrendo uma pequena, mas constante, descentralização regional da pesquisa. Só nos últimos dois anos, enquanto o Sul e Sudeste, juntos, registraram um crescimento de 5% no número de grupos, as regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte cresceram cerca de 17%, destacando-se ainda mais a região Norte, com 21%. Como conseqüência, a participação percentual dessas três regiões (CO, NE, NO) em relação ao Brasil cresceu de 24% para 26%.

Linhas de Pesquisa

Foram registradas 76.719 linhas de pesquisa, sendo as áreas com maior concentração a: Medicina, com 4.928 linhas; Agronomia, com 4.363; Educação, com 3.897; Química, contando com 3.606; e 2.794 linhas na Física.

Mulheres na pesquisa

Do total de pesquisadores do Censo 2006, 48% são mulheres e 52% homens. Essa relação percentual tem se alterado sempre em favor das mulheres, ou seja, a participação percentual delas vem crescendo em todos os Censos. Um crescimento contínuo - em média quase dois pontos percentuais a cada censo – e sólido. E isto se verifica também em relação à condição de liderança. Assim, embora os grupos, em sua maioria (57%) sejam liderados por homens, as mulheres estão cada vez mais ocupando a condição de líder de grupo.

O Diretório

O Diretório dos Grupos de Pesquisa é uma importante fonte de informação sobre a pesquisa realizada no Brasil. Suas bases contém dados sobre os recursos humanos constituintes dos grupos, as linhas de pesquisa, as especialidades do conhecimento, os setores de atividade envolvidos, a produção C&T dos participantes e os padrões de interação dos grupos com o setor produtivo. Criado em 1992 pelo CNPq, suas informações são atualizadas permanentemente e, a cada dois anos, um censo é realizado. A cada censo, toda a comunidade representada no Diretório é convocada a atualizar as informações dos grupos. Essas são processadas e apresentadas à comunidade científica e ao público em geral, oferecendo a todos um panorama da capacidade instalada de pesquisa no País.

As informações completas de todos os censos já realizados, com séries históricas, súmulas estatísticas e buscas podem ser acessadas pelo endereço http://dgp.cnpq.br/censos/index.htm

Assessoria de Comunicação Social do CNPq