Mostrando postagens com marcador ciência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ciência. Mostrar todas as postagens

sábado, 30 de agosto de 2008

Comunicação e ciência

Comunicação e ciência: estudos de representações

Denise da Costa Oliveira Siqueira (PPGCOM/UERJ)

Clonagem de animais, emprego de embriões humanos em pesquisas, vacina contra a AIDS, inteligência artificial, máquinas e armamentos eletrônicos e digitais, universo virtual. A ciência e seus temas freqüentam os meios de comunicação de massa, atraem leitores, espectadores e internautas. Da ficção científica aos desenhos animados e ao telejornalismo, ciência e tecnologia são temas recorrentes, muitas vezes recebendo tratamento sensacional, expondo conclusões científicas sem processos, apresentando o cientista como exótico, construindo representações.

O livro Comunicação e ciência: estudos de representações (EdUERJ, 2008), de Denise Siqueira, é resultado de uma série de questionamentos acerca dos modos de veiculação de informações sobre ciência pelos meios de comunicação. Na era da informação ou do excesso de informação, a ciência disputa espaço com todos os outros assuntos nos meios de comunicação. Uma vez que essa divulgação existe de fato, é importante saber como é realizada e de que discursos faz uso. Isso é fundamental para entender o papel da mídia na circulação do conhecimento.

Partindo dessas idéias, o livro congrega artigos que analisam a veiculação da ciência por intermédio dos meios de comunicação, pensando desde o mito como veículo de comunicação até as novas tecnologias. Para isso, trabalha-se com uma metodologia qualitativa e interpretativa ao construir cada um dos textos que compõe a pesquisa. Alguns textos foram construídos a partir da análise de um objeto empírico de pesquisa (o corpo em filmes de ficção científica, o cientista nos desenhos animados, por exemplo) e outros fazem uma reflexão sobre temas como informação, tecnologia, cultura.

O livro retoma a temática de A ciência na televisão: mito, ritual e espetáculo (São Paulo: Annablume, 1999), esgotado há alguns anos e que focou a veiculação de temas relacionados à ciência e tecnologia em programas de cunho jornalístico da televisão aberta brasileira.

Denise Siqueira é professora adjunta do PPCOM da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Graduada em Comunicação (UERJ), doutora em Ciências da Comunicação (ECA/USP).

Comunicação e ciência: estudos de representações e outros pensamentos sobre mídia

Denise da Costa Oliveira Siqueira

EdUERJ – telefones: (21) 2587-7788 e (21) 2587-7789

117p.

R$ 20,00.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Ciência Brasileira: expansão nacional e descentralização regional

Acontece

Ciência Brasileira: expansão nacional e descentralização regional


Agência FAPESP – 30/11/2007

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulgou nesta quinta-feira (29/11) os resultados do novo censo do Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil. Realizada a cada dois anos, a pesquisa apresenta o cenário atualizado da ciência brasileira a partir de informações dos grupos de pesquisa.

As bases incluem dados sobre recursos humanos constituintes dos grupos, linhas de pesquisa, distribuição geográfica, especialidades do conhecimento, setores de atividade envolvidos, produção de ciência e tecnologia dos participantes e padrões de interação dos grupos com o setor produtivo.

A pesquisa teve a participação de 21 mil grupos de 403 instituições, englobando 90.320 pesquisadores e 128.969 estudantes. Em 2004, foram registrados 19 mil grupos e 77 mil pesquisadores.

Entre os pesquisadores, o número de doutores aumentou 10 mil em relação a 2004, chegando a 57 mil, ou 64% do total.

De acordo com o censo, a pesquisa brasileira passa por um processo de gradual descentralização regional. Sul e Sudeste, juntos, registraram um crescimento de 5% no número de grupos de pesquisa, enquanto as regiões Centro-Oeste e Nordeste cresceram cerca de 17%. A região Norte cresceu 21%.

O Sudeste aparece com 10.592 grupos (50,4% do total), seguido pelo Sul com 4.955 (23,6%), Nordeste com 3.269 (15,5%), Centro-Oeste com 1.275 (6,1%) e Norte com 933 (4,4%).

O Estado de São Paulo é o que tem mais grupos, com 5.678 (27% do total do país). Em seguida estão Rio de Janeiro, com 2.772 (13,2%), Rio Grande do Sul, com 2.180 (10,4%), e Minas Gerais, com 1.919 (9,1%).

Medicina é a área com maior concentração de linhas de pesquisa, com 4.928 das 76.719 linhas registradas. Em seguida, vêm agronomia (4.363), educação (3.897), química (3.606) e física (2.794).

As áreas que concentram o maior número de grupos de pesquisa são educação, com 1.483 (7,1%), e medicina, com 1.276 (6,1). Em 2004, as posições estavam invertidas, com 1.194 grupos atuando na área de educação e 1.257 em medicina.

As instituições com mais pesquisadores são a Universidade de São Paulo (USP), com 8.478, a Universidade Estadual Paulista (Unesp), com 3.944, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com 3.694, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com 3.253, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com 3.018, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com 2.351, e a Universidade Federal da Bahia (UFBA), com 2.091 pesquisadores.

Mais informações: www.cnpq.br/censos

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Notícias sobre ciência e tecnologia estão disponíveis no site da Agência Cienci@lagoas

Fonte: Agência Cienci@lagoas

Com o objetivo de promover a cultura da divulgação de notícias referentes ao universo científico e tecnológico, editoria jornalística pouco presente na mídia alagoana, em especial no rádio local, e de promover a difusão das atividades de Ciência e Tecnologia desenvolvidas no Estado de Alagoas foi criada a Agência Cienci@lagoas.

A Agência Cienci@lagoas é um serviço gratuito de divulgação de notícias em áudio, destinadas à reprodução livre pelas rádios, com foco em matérias, reportagens e notas sobre Ciência e Tecnologia. A veiculação, reprodução ou gravação do conteúdo da Agência é livre, desde que citada a fonte, assim como a circulação e armazenamento dos arquivos em quaisquer sistemas digitais de reprodução de áudio.

As matérias têm como tema projetos, iniciativas e pesquisas já desenvolvidas ou em andamento no âmbito da editoria de Ciência e Tecnologia, proporcionando visibilidade ao saber científico e tecnológico alagoano.

Com a coordenação da Projeto da professora Magnólia Rejane Andrade Santos, a Agência é uma iniciativa de equipe da Universidade Federal de Alagoas, vinculada à Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós Graduação e à Assessoria de Comunicação da Ufal.

Fazem parte da equipe jornalistas, radialistas e estagiários, entre servidores, estudantes e bolsistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A iniciativa é fomentada pelo CNPq de acordo com o Edital n.º 12/2006, com alocação de recursos para compra de equipamentos e pagamento de bolsistas. O Edital MCT/CNPq n.º 12/2006 tem como meta a promoção de ações para a difusão e popularização da Ciência e da Tecnologia.


A Agência Ciência Alagoas é uma ação conjunta da Ufal e do CNPq, apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal).

Para outras informações, acesse o site: http://ciencia.fapeal.br/