domingo, 15 de março de 2009
Aula Inaugural ECO UFRJ
Inaugural (de 2009/1) intitulada "Do Silencio do Mar ao Cinema Falado:
monólogo e teatralidade no cinema moderno", que será oferecida pela Profa.
Dra. Ivone Margulies (City University of New York), no dia 17 de março,
entre 14:00 e 16:30 horas, no Auditório Moniz Aragão, no Fórum de Ciência e
Cultura da UFRJ.
Atenciosamente,
Micael Herschmann
Ivone Margulies tem doutorado pelo Departamento de Cinema da Universidade de
Nova Iorque. Leciona no Departamento de Media Studies da Hunter College,
City University of New York (CUNY). É autora de Nothing Happens: Chantal
Akerman's Hyperrealist Everyday (Duke University Press, 1996) e é
organizadora da antologia Rites of Realism: Essays on Corporeal Cinema (Duke
University Press, 2003).
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Direito Autoral é tema de encontro na UFRJ
A Escola de Comunicação da UFRJ promoverá, nos dias 15, 16 e 17 de dezembro, o "Fórum Livre de Direito Autoral - O Domínio do Comum", em parceria com o Ministério da Cultura (MinC) e Rede Universidade Nômade.
O Fórum se propõe a ampliar as discussões sobre os impasses da atual legislação de propriedade intelectual, buscando compatibilizar a proteção legal dos direitos com o acesso a cultura, num cenário de mudanças sociais e tecnológicas que subverte as relações tradicionais com o direito autoral.
Participam do Fórum alguns dos maiores especialistas nas mutações do capitalismo contemporâneo, como o italiano Antonio Negri e o norte-americano Michael Hardt, autores de "Império" e "Multidão". O tema dos "commons" e as mutações na propriedade intelectual no Capitalismo Cognitivo atravessam os debates. Em virtude das mudanças sociais, do avanço tecnológico, e do conseqüente surgimento de novos arranjos de produção e distribuição de cultura, a questão do direito autoral mobiliza não apenas os profissionais do Direito, mas múltiplos segmentos da sociedade.
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Seminario "Do Atlântico ao Pacífico" no Fórum-UFRJ
International Conference: From the Atlantic to the Pacific. 200 years since the arrival of the royal family and 100 years of Japanese immigration
Local/Location: SALÃO DOURADO do Fórum de Ciência e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (FCC-UFRJ)
17 a 19 de setembro de 2008 / 17-19 September 2008
PROPOSTA
Diversos eventos vão discutir o significado da vinda da Família Real em 1808 não só de forma celebratória, mas como uma forma de refletir a entrada do Brasil no circuito global de mercadorias e idéias, não só como fornecedor de matérias-primas para Europa, mas como um momento que fez do Brasil centro provisório de um império colonial. Nesse sentido, a abertura dos portos coincide com a criação de diversas instituições culturais e acadêmicas, recolocando nosso lugar no mundo atlântico.
Nossa proposta seria não se ater a uma visão celebratória, mas nos determos no presente, indagando qual seria a herança deste passado atlântico, iniciado com as navegações do século XVI, marco do projeto imperial europeu e base da civilização ocidental centrada nas forças das armas, na fé cristã e nos ideários greco-latinos, e estendido no século XIX, pelos naturalistas e viajantes letrados? Civilização atlântica que deve ser pensada a partir do diálogo e conflitos instaurados pela diáspora africana, pelos europeus transplantados e pelos indígenas desterrados na sua própria terra.
A comemoração dos 100 anos da migração japonesa pode nos oferecer uma outra pista para fechar nossa proposta, não apenas para adicionar mais uma herança na desgastada imagem de cadinho multicultural ,que vem fraturando nossa visão de um Brasil lusófono, ocidental, europeizante. Não se trata apenas de redescobrir ou recontar um acontecimento do passado, mas olhar um presente e a promessa de um diálogo que desejamos que seja maior e multilateral.
O Brasil, sobretudo pelas suas elites políticas e culturais tem uma longa história de voltar mais seus olhos, mentes e corações para a Europa e para os EUA. Mais recentemente, estamos redescobrindo a África, a América Latina e o Caribe, mas o Oriente sempre nos pareceu longe demais, ainda que os chineses tenham chegado à América em 1421, como se constata em trabalhos recentes.
Gradualmente estamos nos despertando para a importância da Ásia, seja devido à comemoração dos 100 anos da migração japonesa, seja devido ao crescimento econômico, primeiramente verificado no Japão, depois em Taiwan, Coréia do Sul, Hong Kong e Singapura, e a partir dos nos 80, na China. No entanto, o diálogo cultural ainda é precário. Há muitos trabalhos jornalísticos, relatos de viagens e poucos trabalhos mais substantivos. Este seminário não quer ser apenas mais um evento, mas uma contribuição para o desenvolvimento de diálogos, convênios e um estímulo para a criação de pesquisadores interessados nas relações entre América Latina e Extremo Oriente.
PROGRAMA/PROGRAM
DIA 17 DE SETEMBRO DE 2008 / 17 SEPTEMBER 2008
19h – Abertura / Opening session
Palestra/Keynote speech: Naoki Sakai, Professor do Departamento de Estudos Asiáticos da Universidade de Cornell, autor de Translation and Subjectivity entre outros e editor de Traces.
Colonial Difference and Modernity
In this presentation on ‘colonial difference and modernity’ I will conduct a historical analysis of the Eurocentric narrativisation of ‘modern,’ and examine the aspects of modernity that are closely associated with the historical emergence of the West. But I will also address those aspects of modernity which most effectively undermine and disrupt the ‘colonial difference,’ the distinction of the West from the Rest of the world sustained in the synchronous figuration of the West and the Rest that I have elsewhere called “the co-figuration of the West and the Rest.” In searching for a mode of modernism that eludes and interrupts the colonial difference, I will refer to the problem of contemporaneity.
Diferença colonial e modernidade
Nesta apresentação sobre a “diferença cultural e modernidade”, conduzirei uma análise histórica da narrativização eurocêntrica do “moderno” e examinarei os aspectos da modernidade mais estreitamente ligados à emergência histórica do Ocidente. Mas também comentarei os aspectos da modernidade que mais minam e quebram a “diferença colonial” ou a diferenciação entre o Ocidente e o resto do mundo, sustentada na figuração sincrônica do Ocidente e o “resto” que já chamei de “the co-figuration of the West and the Rest”. Na busca de um modo do modernismo que foge e interrompe a diferença colonial, me referirei ao problema da contemporaneidade.
DIA 18 DE SETEMBRO DE 2008 / 18 SEPTEMBER 2008
10h - Mesa-redonda: CIDADES E PERIFERIAS GLOBAIS
Round Table: GLOBAL PERIPHERIES AND CITIES
Nicolau Sevcenko é Professor da Universidade de São Paulo e autor de O Orfeu Extático na Metrópole [Orpheus ecstatic in the metropolis], entre outros.
Arquipélagos protendidos: o estigma do urbanismo do pós-guerra como desafio para as cidades do séc. 21
A grande corrida tecnológica deflagrada ao redor da II Guerra Mundial, resultou em um modelo urbanístico concebido como planejamento reticular de focos concentrados de investimentos de capital, dispersão espacial, gestão de fluxos e monumentalismo espetacular. Os efeitos anti-sociais desse padrão foram ainda exacerbados pelo impacto da revolução microeletrônica. A melhor inspiração para enfrentar esse desafio provém dos primerios críticos desse modelo.
Stretched archipelagos: the stigma of post-war urban planning as a challenge to cities of the 21st century
The great technology race unleashed around World War II gave rise to a model of urban planning conceived as a grid of focused capital investment, spatial dispersion, administration of flows and spectaclular monumentality. The anti-social effects of this pattern were exacerbated by the impact of the microeletronic revolution. The best inspirations in facing this challenge are found in the model’s first critics.
Carlos Vainer é Professor do IPPUR [Institute of Urban and Regional Research and Planning] – Universidade Federal do Rio de Janeiro e co-organizador de A Cidade do Pensamento Único [The city of neoliberal thinking], entre outros.
Cidades, cidadelas e a utopia do reencontro: uma reflexão sobre utopia e urbanismo
Buscando pensar os fundamentos de uma utopia urbana que inclua a cidade tolerante entre seus objetivos, sem fetichizar a história ou fazer do futuro a reiteração realista do presente, o autor ressalta o papel transformador dos sujeitos sociais que procuram fazer do direito à cidade uma condição da existência social. A construção da cidade justa e tolerante deverá fazer-se acompanhar, porém, do exercício da crítica dos processos que engendram e reproduzem a cidade injusta e intolerante e do exercício de encontros autênticos e irredutíveis ao simulacro do marketing urbano.
Cities, citadels and the utopia of reencounter: reflections on utopia and urban planning
Theorizing the basis of an urban utopia that has the tolerant city as one of its objectives, without fetishizing history or making the future a realistic reiteration of the present, the author highlights the transforming role of social subjects that try to make the right to the city a condition for social existence. The construction of a just and tolerant city should be accompanied, however, by the critique of processes that engender and reproduce the unjust and intolerant city and of the exercise of authentic encounters that are not reducible to a simulacrum of marketing.
Margareth Pereira é professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - UFRJ e autora de Le Corbusier e o Brasil, entre outros.
Com o globo em suas mãos: os panoramas-salon e o aprendizado das cidades globais do primeiro liberalismo
Criticar, corrigir, amar cidades: a agenda de muitas culturas urbanas no século XIX esteve envolvida neste processo. De Roma a Londres, do Rio a Jerusalém, passando por Constantinopla os grandes panoramas urbanos em 360° renovaram a cultura visual moderna, criando uma comunidade “internacional” que aprendeu a observar e comparar cidades. Com o globo em suas mãos, citadinos de diferentes latitudes aprenderam, assim, a reconhecer as cidades globais do passado e aquelas que, agora, pareciam atualizar promessas de prosperidade e beleza.
With the globe in their hands: salon panoramas and learning in the global cities of the first liberalism
Criticising, correcting, loving cities: the agenda of many urban cultures in the 19th century was involved in this process. From Rome to London, Rio to Jerusalem, by way of Constantinople, the great urban 360° panoramas renewed modern visual culture, creating an “international” community that learned to observe and compare cities. With the globe in their hands, urbanites of different lattitudes learned to recognize the global cities of the past and those that seem, now, to make similar promises of prosperity and beauty.
Ivana Bentes é Professora da Escola de Comunicação - UFRJ e autora de A Periferia Global (em preparação), entre outros.
Periferia Global
As periferias e favelas sempre foram o outro da cidade moderna: lugar da miséria, dos guetos, dos deserdados, e simultaneamente espécie de cartão-postal perverso, com suas reservas de "tipicidade". No contexto global, com a emergência do cognitariado, as periferias globais emergem como laboratório de experimentação no capitalismo cognitivo e biopolítico, com a produção de outros modelos de cidade. Cidades ersatz, substitutas, "duplos" da cidade formal (Ersatzstadt), apontando para imagens –mundo e diferentes formas de vida. Análise da produção audiovisual e midiática.
Global Periphery
Peripheries and favelas have always been the Other of the modern city: places of poverty, ghettos, of the disinherited, and at the same time a kind of perverse visiting card, with their reserves of “typicality”. In the global context, with the emergence of the cognitariate, global peripheries emerge as laboratories for the experiments of cognitive capitalism and biopolitics, with the production of different models for the city. Ersatz, substitute cities (Ersatzstadt) that “double” for the formal city are examined, through the analysis of audiovisual media, world-images and different ways of life.
Coordenação: Heloisa Buarque de Hollanda é Professora Titular da Escola de Comunicação - UFRJ, autora e coordenadora de diversos livros, entre eles Pós-Modernismo e Política .
15h - Mesa-Redonda: DIÁLOGOS ENTRE ÁSIA E AMÉRICA LATINA
Round Table: DIALOGUES BETWEEN ASIA AND LATIN AMERICA
Gonzalo Aguilar é Professor da Universidade de Buenos Aires e autor de Otros Mundos e A poesia concreta: as vanguardas na encruzilhada modernista [Concrete poetry: vanguards at the modernist crossroads].
ORIENTE GRAU ZERO: HAPPY TOGETHER DE WONG KAR WAI
En 1997, Wong Kar Wai chegou na Argentina para filmar Happy Together. Este filme, segundo um escritor argentino, marca o início do novo cinema argentino. Ainda que se trate de uma boutade, a partir dessa afirmação investigarei as relações entre o cinema argentino e o “cinema oriental” e a significação que teve esse filme no contexto da década de 90 do século passado.
The Orient Degree Zero: Wong Kar Wai’s Happy Togehter
Wong Kar Wai arrived in Argentina in 1997 to film Happy Together. According to one Argentine author, this marked the beginning of the new Argentine cinema. This witticism will be used to investigate the relationship of Argentine cinema to “eastern cinema” and the significance of Happy Together in the context of the 1990s.
Darci Kusano é Livre-Docente pela Universidade de São Paulo e autora de Os Teatros Bunraku e Kabuki: Uma visada Barroca [Bunraku and Kabuki theater: a barroque perspective]; Mishima: Homem de Teatro e de Cinema [Mishima: Man of the theatre and of the cinema], entre outros.
Mishima no Brasil
Por que Mishima teria vindo ao Brasil em 1952? Abordagem da opereta "Bom Dia, Sra.!", do conto "Mulheres Insatisfeitas" e do drama "A Toca de Cupins", inspirados respectivamente no carnaval do Rio, na estadia em SP e numa fazenda em Lins; bem como do filme "Patriotismo", dirigido e interpretado por Mishima.
Mishima in Brazil
Why did Mishima come to Brazil in 1952? This paper analyses an operetta, “Good Morning, Madam”, a short story, “Dissatisfied Women”, and a play “The Termites Burrow”, inspired, respectively, in the carnival in Rio, Mishima’s stay in São Paulo and a farm in Lins, as well as a film, “Patriotism”, of which Mishima was both director and actor.
Italo Moriconi é Professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e Editor da EdUERJ. Autor de A provocação pós-moderna, entre outros.
Pós-etnografia e globalização imaginada na recente literatura brasileira.
A globalização transforma a relação etnográfica em relação política e existencial entre sujeitos de identidades desestabilizadas. As narrativas contemporâneas sobre o outro ou o até-há-pouco-exótico pertencem a essa cena pós-etnográfica. Propõe-se aqui apontar para o apagamento da identidade e a existência deslocada em dois textos recentes da prosa ficcional brasileira: o romance Um sol se põe em S. Paulo , de Bernardo de Carvalho, e a novela Rakushisha, de Adriana Lisboa, ambos publicados em 2007.
Post-ethnography and imagined globalization in recent Brazilian literature
Globalization makes ethnographic relationshipsinto political and existential relations between subjects with destabilized identities. Contemporary narratives about the other or the until-recently-exotic belong to this post-ethnographic scene. The erasure of identity and shift in existential questions will be examined in two recent pieces of Brazilian fiction: Um sol se põe em São Paulo [A Sun Sets in São Paulo], by Bernardo de Carvalho, and the novel Rakushisha, by Adriana Lisboa, both published in 2007.
Coordenador e participante:
Eduardo Coutinho, Professor Titular da Faculdade de Letras - UFRJ e autor de Literatura Comparada na América Latina, entre outros.
Heterogeneidade e Paisagens Transculturais Latino-Americanas: Algumas reflexões
Reflexões sobre conceitos como os de “transculturação”, “heterogeneidade cultural”, “hibridez”, “pós-ocidentalismo”, e “geocultura da América Latina”, entre outros, à luz das contribuições oriundas da nova Literatura Comparada e das novas paisagens transculturais que vêm remapeando a cartografia do continente latino-americano.
Heterogeneity and Latin American Transcultural Landscapes: Some reflections
Reflections on the concepts of, among others, transculturation, cultural heterogeneity, hybridity, post-occidentalism, and the geoculture of Latin America, in light of recent contributions from Comparative Literature and from the new transcultural landscapes that have redrawn the map of the Latin American continent.
DIA 19 DE SETEMBRO DE 2008
10h - Mesa-Redonda: ENTRE O PACÍFICO E O ATLÂNTICO
Round Table: BETWEEN THE ATLANTIC AND THE PACIFIC
Francisco Carlos Teixeira é Professor Titular do IFICS/UFRJ e organizador de O Mundo Latino e a Globalização e O Século Sombrio [The sombre century], entre outros.
Do Atlântico ao Pacífico através dos Andes
No momento que se comemora, com ênfase duvidosa, a chegada da Corte Portuguesa ao Brasil temos uma boa oportunidade de refletir sobre as relações entre o Brasil e seus vizinhos sul-americanos. As diferenças institucionais ( repúblicas versus Império ) e o direcionamento até muito recente das elites brasileiras para o eixo norte-atlântico (Europa e EUA) permitem repensar o colonialismo cultural e a interiorização da Metrópole pelas elites nacionais.
From the Atlantic to the Pacific Across the Andes
The commemoration, with dubious emphasis, the arrival of the Portuguese Court in Brazil, is a good moment to reflect on the relations between Brazil and its South American neighbors. Institutional differences (republics versus Empire) and the orientation, until very recently, of Brazilian elites to the North Atlantic axis (Europe and the USA) permit us to rethink cultural colonialism and the internalization of the Metropolis by national elites.
Guillermo Giucci é Professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro e autor de Viajantes do Maravilhoso [Travelers of the marvellous) e A Vida Cultural do Automóvel [The cultural life of the automobile], entre outros.
A revelação do fim do mundo: a Terra do Fogo
No início do terceiro milênio, não há mais o desconhecido geográfico. Entretanto, o processo de descobrimento do mundo levou muitos séculos para ser completado. A história da colonização da Terra do Fogo apresenta um esplêndido laboratório para examinar o processo de revelação de uma região do planeta denominada, desde o século XVI, “o Fim do Mundo”.
The revelation of the end of the world: Tierra del Fuego
At the beginning of the third millennium, there are no more geographical unknowns. However, the process of discovering the world took several centuries to complete. The history of the colonization of Tierra del Fuego is a splendid laboratory for examining the process by which a region of the world known, until recently, as the “end of the world”, was revealed.
Helion Póvoa Neto é Professor do IPPUR/UFRJ, coordenador do NIEM (Núcleo Interdisciplinar de Estudos Migratórios) e co-editor de Mundos em Movimento.
Trânsitos e impedimentos oceânicos: espaços da fluidez, territórios do controle
Mares e oceanos têm sido, ao longo da história, espaços de trânsito e de intercâmbio, através dos quais se desenvolveram os grandes processos migratórios entre os continentes. A intensificação das atitudes de rejeição aos imigrantes nas áreas de chegada, a par das condições que continuam incentivando e mesmo exigindo os movimentos de saída, transformam esses espaços de trânsito em territórios sujeitos à vigilância e sobre os quais se busca impor mecanismos de controle sobre migrantes e refugiados. Mediterrâneo, Atlântico e Pacifico foram e são os palcos dessa disputa entre fluidez e retenções, entre liberdade e violência.
Ocean transit and obstructions: spaces of fluidity, territories of control
Seas and oceans have been spaces of transit and exchange, over which great intercontinental migratory flows have passed. Increasingly intense rejection of immigrants at the points of arrival, together with conditions that continue to stimulate or even require emigration, make these spaces into territories subject to surveillance and mechanisms of control over migrants and refugees. The Mediterranean, Atlantic and Pacific were and are the scene of a dispute between fluidity and retention, freedom and violence.
Jorge Fernandes da Silveira é Professor Titular da Faculdade de Letras - UFRJ e autor de O Tejo é um Rio Controverso [The Tagus is a controversial river], entre outros.
O Tejo é um rio controverso
A partir das teses de António José Saraiva sobre Os Lusíadas – com destaque para a que expõe a “contradição central” do poema – considerações em torno da recepção da epopéia camoniana na forma de expressão da consciência crítica do seu autor e na formação da identidade cultural brasileira.
The Tagus is a controversial river
António José Saraiva’s theses about The Lusíadas, especially the one about the “central contradiction of the poem, are the basis for considerations on the reception of Camões’s epic as an expression of the critical awareness of its author and of the formation of Brazilian cultural identity.
Coordenação: Liv Sovik é Professora da Escola de Comunicação - UFRJ e autora de Aqui Ninguém é Branco: tradição e utopia na música popular [Here no one is White: Tradition and utopia in popular music] (em preparação).
15h - Mesa-Redonda: REPENSAR O MUNDO
Gustavo Lins Ribeiro é Professor Titular da Universidade de Brasília e autor de Postimperialismo entre outros.
Repensando o mundo desde sua base: a globalização popular e o sistema mundial não hegemônico
Existem mercados populares e fluxos de comércio que formam uma globalização econômica não-hegemônica e que são considerados ilegais e ilícitos pelos poderosos. Discuto o que está em jogo na estruturação desses mercados e fluxos, e cunho a noção de sistema mundial não-hegemônico, analiticamente dividido em duas esferas interconectadas: o “crime organizado global” e a “globalização popular”. O sistema mundial não-hegemônico, animado pela globalização popular, está composto de nós, os mercados populares, e de fluxos entre estes nós, dinamizados por redes de migrantes e diásporas.
Rethinking the world from the bottom up: people’s globalization and the non-hegemonic world system
Street markets and trade flows form a non-hegemonic economic globalization, while they are considered illegal and illicit by the powerful. I discuss what is at stake in the structuring of these markets and flows and put forward the notion of a non-hegemonic world system, analytically divided into two interconnected spheres: “global organized crime” and globalization from below or people’s globalization. The non-hegemonic world system, animated by globalization from below, is composed of nodes, street markets, and flows between them, stimulated by migrant networks and diasporas.
Bruce Robbins, Professor da Columbia University, autor de Feeling Global e Cosmopolitics, entre outros.
Praise and Blame in the International Public Sphere
How can rhetoric be mapped onto geopolitics? Rhetoric is no stranger to power. But attention to the effects of power on language, as in "speaking for" or "speaking as" or "speaking from," have largely been confined to questions of multiculturalism, which is to say confined within a given national context. Cultural critics have not focused in a theoretically sustained way on cosmopolitan speech at the level of the so-called world system. That is the project I will try to report on.
Elogio e culpa na esfera pública internacional
Como pode a retórica ser plasmada na geopolítica? A retórica não é estranha ao poder. Mas a atenção aos efeitos do poder na linguagem, como em “falar por” ou “falar enquanto” ou “falar a partir de” têm sido restrita a questões de multiculturalismo e, portanto, a contextos nacionais específicos. Críticos culturais não vêm pensando, de uma forma amparada na teoria, sobre a fala cosmopolita no “sistema mundo”. Este é o projeto que procuro relatar.
Raul Antelo é Prof. Titular da Universidade Federal de Santa Catarina. Entre seus livros recentes destacam-se Crítica Acéfala e Maria com Marcel Duchamp nos Trópicos.
O globo, o quadro, o espelho: o símbolo pelo avesso
Levinas nos propôs o conceito de entre-tempo (1948) para definir uma posição perante a transparência e transcendência fenomenológicas mas também perante a imanência da semelhança e da imagem. Nos interstícios do tempo, numa eterna e paradoxal, quando não vertiginosa, imobilidade da duração, o tempo de uma obra consiste na sua singular duração no intervalo. O conceito de entre-tempo (como mais tarde o de entre-lugar) nos permite pensar um regime pós-autonômico, i.e. pensar por imagens.
The globe, the frame, the mirror: the symbol inside out
Levinas proposes the concept of between-times (1948) to define a position in the face of phenomenological transparency and transcendence, but also in the face of the immanence of likeness and the image. In the interstices of time, in an eternal and paradoxical, even vertiginous, immobility of duration, the time of a work consists of its singular duration in an interval. The concept of between-times (like, later on, that of the in-between) allows us to think of a post-autonomous regime, that is, to think in images.
Denilson Lopes é Professor da ECO/UFRJ e autor de A Delicadeza: Estética, Experiência e Paisagens [Delicacy: Esthetics, Experience and Landscapes].
De volta ao Mundo
Se seguimos a provocação de Negri e Hardt que só uma resistência global terá eficiência, como podemos pensar este debate na arte para além das diásporas e hibridismos interculturais? A partir dos diferentes sentidos na literatura, na música e, finalmente, no cinema que o termo mundial e global assumem; faremos uma breve análise de “Até o Fim do Mundo” de Wim Wenders e “O Mundo” de Jia Zhang-ke para refletirmos sobre que é pensar o mundo e quem pode pensar o mundo hoje.
Around the world
If we follow the provocation of Negri and Hardt that only global resistance will be effective, how can we think of the debate in art, beyond diásporas and intercultural hybrids? Based on the different meanings the terms “world” and “global” take on in literature, music and cinema, brief analyses will be presented of Wim Wenders’ “Until the End of the World” and Jia Zhang-ke’s “The World” in order to reflect on what it is to conceive of the world and who can do that today.
Coordenação: Beatriz Resende, Coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ e autora de Lima Barreto e o Rio de Janeiro em Fragmentos [Lima Barreto and Rio de Janeiro in pieces] e Contemporâneos:Expressões da Literatura Brasileira no século XXI. [Contemporaries: Expressions of Brazilian Literature at the Twenty-First Century], entre outros.
18h - Palestra de Encerramento/Closing Speech
Silviano Santiago foi professor da Universidade Federal Fluminense, é escritor e ensaísta, autor de vários livros, entre os mais recentes destacamos o romance Heranças [Inheritance] e o livro de ensaios O Cosmopolitismo do Pobre [The cosmopolitanism of the poor].
Destino: Universalismo. Atalho: nacionalismo. Recurso: cordialidade
Trabalha-se universalismo e nacionalismo a partir da noção de crise, como a define o paquistanês Kishmore Mahbubani (Can Asians think?). Deve ser lida pelo ideograma chinês correspondente, que assimila dois caracteres, que significam respectivamente perigo e oportunidade. Do perigo globalizado nasce a oportunidade da transformação local, podendo o resultado trazer o enriquecimento mútuo.
Destination: Universalism. Shortcut: nationalism. Resource: cordiality
Universalism and nationalism are discussed from the standpoint of the notion of crisis as defined by the Pakistani author Kishmore Mahbubani (Can Asians Think?). Crisis should be understood by way of its Chinese ideogram, composed of the characters meaning danger and opportunity. The opportunity for local transformation is born of globalized danger, and the result may bring mutual enrichment.
fonte: Lista da compós
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Aula inaugural da ECO-UFRJ
O Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicação convida a todos para a
aula inaugural de 2008/2 com o Prof. Randal Johnson (do Departamento de
Espanhol e Português da University of California, Los Angeles) que será
realizada no dia 20 de agosto, das 15:00 às 17:00 horas, no Auditório Moniz
Aragão, no Forum de Ciência e Cultura da UFRJ.
O Prof. Johnson é Diretor do Latin American Institute da UCLA,
vice-presidente do BRASA e é autor dos seguintes livros: Manoel de
<http://www.humnet.ucla.edu/spanport/faculty/randalj/manoel.jpg> Oliveira (
University of Illinois Press, 2007); Antônio
<http://www.humnet.ucla.edu/spanport/faculty/randalj/Antonio.jpg> das
Mortes (Wiltshire, UK: Flicks Books, 1998);
<http://www.humnet.ucla.edu/spanport/faculty/randalj/2.jpg> Black Brazil:
Culture, Identity and Social Mobilization (Co-edited with Larry Crook. Los
Angeles: UCLA Latin American Center, 1999) Literatura e cinema - Macunaíma:
do Modernismo ao Cinema Novo (São Paulo, T. A. Queiroz, 1982); Cinema Novo x
5: masters of contemporary brazilian cinema. (Austin, University of Texas
Press, 1984); Brazilian cinema. Austin, University of Austin, 1982..
O título da aula inaugural é: "A tela distante - o cinema brasileiro visto
de fora".
O Prof. Johnson nesta conferência avaliará a maneira como em geral o cinema
brasileiro tem sido visto e debatido nos Estados Unidos, focalizando
especialmente a produção acadêmica. Analisa também o contexto institucional
de estudo de cinema na universidades americanas e as vantagens e
desvantagens de ver o cinema brasileiro de longe, em uma "tela distante".
quarta-feira, 26 de março de 2008
Mostra Hou Hsiao-Hsien e debate no Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ
O Fórum de Ciência e Cultura
> (www.forum.ufrj.br) e a Escola de Comunicação
> da UFRJ gostariam de convidá-l@s para a Mostra
> de filmes de Hou Hsiao-Hsien. A mostra
> acontecerá no Salão Moniz de Aragão Fórum de
> Ciência e Cultura da UFRj, de 31 de março a 4
> de abril, sempre às 18:30. Mais detalhes sobre
> a programação podem ser encontrados no link:
>
<http://www.forum.ufrj.br/news/310308.html>http://www.forum.ufrj.br/news/310
308.html.
>
> Lembramos que na quinta-feira, no
> dia 3 de abril, haverá debate com o montador
> e professor André Keiji que realiza pesquisa
> sobre cinema asiático, realizando no momento
> sua dissertação de mestrado no Programa de
> Pós-Graduação em Comunicação da Universidade
> Federal Fluminense sobre o cinema japonês
> contemporâneo e o jornalista, fundador da
> revista eletrônica Contracampo, pesquisador de
> cinema do Tempo Glauber, professor da Escola de
> Cinema Darcy Ribeiro e crítico de cinema para o
> jornal O Globo Ruy Gardnier que vem escrevendo
> e acompanhando com especial interesse a
> produção do cinema chinês contemporâneo.
> Para os que acham que o cinema de
> Taiwan se restringe a Ang Lee e a Tsai Ming
> Liang, esta é uma boa oportunidade de conhecer
> um dos cineasta mais importantes da New Wave de
> Taiwan, iniciada no início da década de 80 do
> século passado. Se seu colega de geração,
> Edward Yang, falecido no ano passado, teve, ao
> menos, seu último filme (As Coisas Simples da
> Vida, 2000) lançado entre nós; nem esta sorte
> teve Hou Hsiao-Hsien. Apesar de diversos
> prêmios internacionais, entre eles o Leão de
> Ouro do Festival de Veneza, e celebrado por
> diversos críticos como um dos grandes cineastas
> de nossa época, Hou Hsiao-Hsien tem se mantido
> restrito no Brasil ao circuito de festivais de
> cinema, sem encontrar distribuição comercial.
> Com já uma longa carreira, com mais de 10
> longa-metragens, nossa mostra mostrará seus
> retratos líricos e nostálgicos da juventude em
> pequenas cidades de Taiwan em “A Time to Live
> and a Time To Die” (1985) e “A Dust in The
> Wind” (1986) até a juventude marcada pela
> música eletrônica na Taipei do século XXI em
> “Millenium Mambo” (2001), passando pela bela
> homenagem a outro grande poeta do cotidiano e
> da intimidade, Yasujiro Ozu em “Café Lumière”
> (2003) e até fécharmos a mostra com “Three
> Time” (2005), único filme a ser exibido com
> legendas em espanhol (os outros terão legendas
> em inglês), que através de suas três estórias
> de amor em tempos e estilos diferentes realiza
> também um síntese dos caminhos do cineasta até agora..
> Esperamos contar com sua presença e
> divulgação para eventuais interessados.
>
>Beatriz Resende,
>Coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ
>
>Ivana Bentes,
>Diretora da Escola de Comunicação da UFRJ
>
>Denilson Lopes,
>Superintendente de Difusão Cultural do Fórum de Ciência e Cultura
da UFRJ
sexta-feira, 14 de março de 2008
Aula inaugural do PPGCOM da UFRJ - Profa. Immacolata Lopes
O Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade
Federal do Rio de Janeiro tem a honra de convidá-los para
a aula inaugural que será ministrada pela Profa.
Maria Immacolata Vassallo de Lopes: será realizada no dia
25 de março, às 11 horas, na Central de Produção
Multimídia da Escola de Comunicação, no Campus da
Praia Vermelha da UFRJ(endereço: Palácio Universitário,
Av. Pasteur 250, Praia Vermelha, RJ). A Profa. Immacolata
vai proferir a palestra intitulada "Projetos de pesquisa
em rede: objeto, metodologia e logística. O caso do
Observatório Ibero-americano da Ficção Televisiva".
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Revista ECO-Pós
Prezados colegas,
Informamos que o último número da ECO-Pós, revista do Programa de
Pós-graduação em Comunicação da UFRJ, já está disponível no
endereço http://www.e-papers.com.br/ecopos
A edição traz um dossiê temático dedicado à Comunicação &
Melodrama e artigos sobre variados assuntos na sua seção Perspectivas,
além de uma nota de conjuntura, quatro resenhas de livros e uma entrevista
com a professora Maria Immacolata Vassalo Lopes.
Gostaríamos de lembrar que no mesmo endereço também estão
disponíveis outros números da revista, como o anterior, dedicado à
Comunicação & Saúde.
Um abraço,
Ana Paula Goulart Ribeiro e Suzy dos Santos
(editoras)
Sumário da revista:
nota de conjuntura
. Gaelle Rony – Turquia: um teste para a Europa. Identidades
européias
e identificações nos discursos midiáticos turcos, belgas e franceses
dossiê – Comunicação & Melodrama
. Maurício de Bragança – Melodrama: notas sobre a
tradição/tradução de uma linguagem revisitada
. Paula Guimarães Simões e Vera França – Telenovelas,
telespectadores
e representações do amor
. Ana Lúcia Enne – O sensacionalismo como processo cultural
. Claúdia Mogadouro – A telenovela brasileira: uma nação imaginada
. Mariana Baltar Freire – Engajamento afetivo e as performances da
memória em Um Passaporte Húngaro
. Márcia Franz Amaral – Oh, meu Deus! Manchetes e singularidades na
matriz jornalística melodramática
. Marina Caminha – O mundo cotidiano de Retrato Falado: diálogos com
a telenovela
. Clara Fernandes Meirelles – Melodrama, gênero dramatúrgico e
linguagem televisiva
entrevista – Pesquisando a telenovela no Brasil
. Maria Immacolata Vassalo Lopes
perspectivas
. Juan Calvi – A indústria da música na Espanha e a “pirataria
musical”
. Alexandre Sebastião Ferrari Soares – O discurso jornalístico e
seus rituais
. Marianna Taborda – De consumidor a co-produtor: o potencial das
redes sociais
. Henrique Codato – O desejo como lei: uma análise do cinema de
Pedro Almodóvar sobre a questão do poder nos meios de comunicação de
massa
. Cláudio Clécio Vidal Eufrausino – O drama dos personagens de
X-men como um novo caminho para compreender a noção jamesoniana de
identidade esquizofrênica
. Fernanda Cupolillo Miana de Faria – “Que a justiça seja
feita”: a dinâmica do esforço X recompensa no Caldeirão do Huck
portfólio
. Projeto Obitel e ficção televisiva no espaço ibero-americano
resenhas
. Igor Sacramento – O telejornal de Bart e Lisa Simpson (TRAVANCAS,
Isabel. Juventude e televisão.)
. Alzira Alves de Abreu – O jornalismo carioca em debate (RIBEIRO,
Ana Paula
Goulart. Imprensa e história no Rio de Janeiro dos anos 50.)
. Ecio P. Salles – Reinventando a cidade (HERSCHMANN, Micael. Lapa,
cidade da música.)
. Tatiana Galvão – Efervescência cultural na Espanha
pós-franquista (FOURCE, Héctor. El futuro ya está aqui.)
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Palestra de James Naremore sobre Kubrick e Debate sobre "Tropa de Elite"
O Fórum de Ciência e Cultura, a Escola de Comunicação e o Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFRJ convidam para a palestra “Stanley Kubrick and the Aesthetics of the Grotesque” a ser proferida pelo crítico de Cinema James Naremore no dia 16/10 (terça-feira), às 16:00, no auditório da CPM/ECO, no campus da Praia Vermelha (Av. Pasteur, 250 – Urca).
James Naremore é Professor Emérito da Universidade de Indiana, onde leciona no Departamento de Comunicação e Cultura desde 1977, tendo sido diretor da área de Estudos de Cinema (1977/1994). É autor de diversos livros, entre eles On Kubrick (London: British Film Institute, 2007), More Than Night: Film Noir in Its Contexts (Berkeley: University of California Press, 1998), The Films of Vincente Minnelli (New York: Cambridge University Press, 1993), Acting in the Cinema (Berkeley: University of California Press, 1988), The Magic World of Orson Welles (New York: Oxford University Press, 1978) e Filmguide to Psycho (Bloomington: Indiana University Press, 1973). Recebeu diversos prêmios por suas publicações. Organizou também vários livros, entree eles destacamos Orson Welles’s Citizen Kane: A Casebook (New York: Oxford University Press, 2004) e Film Adaptation (New Brunswick: Rutgers University Press, 2000). Também edita a série Contemporary Film Directors ( Champaign: University of Illinois Press), iniciada em 2003 e que já conta com 14 livros publicados. Lembramos que a palestra será em inglês sem tradução.
Projeção e debate sobre o filme Tropa de Elite
O Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ também promove a projeção do filme “Tropa de Elite”, seguida de debate com os autores do livro Elite da Tropa (Rio de Janeiro: Objetiva, 2006)– Luiz Eduardo Soares, Rodrigo Pimentel e André Batista e com o diretor do filme José Padilha.
Entrada franca.
Dia 16 de outubro, às 18,30 hs no Salão Pedro Calmon
Av. Pasteur, 250/2º. Andar
Campus da Praia Vermelha – Urca
José Padilha – Além do recente “Tropa de Elite”, foi diretor do premiado “Ônibus 174” (2002), entre outros.
Luiz Eduardo Soares é Secretário de Valorização da Vida e Prevenção da Violência de Nova Iguaçu/RJ e foi Secretário Nacional de Segurança Pública de janeiro a outubro de 2003. Antropólogo e cientista político, com pós-doutorado em Filosofia Política, foi coordenador de Segurança, Justiça e Cidadania no Governo do Estado do Rio de Janeiro, de janeiro de 1999 a março de 2000, além de ser professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro e da Escola Superior de Propaganda e Marketing (Rio de Janeiro). Tem 11 livros publicados, entre eles "Cabeça de Porco", com MV Bill e Celso Athayde (Objetiva).
André Batista é capitão da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Foi membro do BOPE entre 1996 e 2001. Fez o curso de aperfeiçoamento da PMERJ e se pós-graduou em Políticas Públicas e Segurança na UFF. Formou-se em Direito na PUC-RJ.
Rodrigo Pimentel foi membro da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, de 1990 a 2001. Como capitão, atuou no BOPE de 1995 a 2000. É pós-graduado em Sociologia Urbana pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Foi articulista do Jornal do Brasil e co-produtor do documentário "Ônibus 174". É consultor de Segurança.
Mal iniciou seu percurso pelos cinemas o filme “Tropa de elite”, de José Padilha, já provocou debates da maior importância. A perplexidade do público diante de uma obra que não apresenta um final pronto, ideológico, moralizante, mas que à maneira de Brecht joga a dúvida no colo do espectador e força cada cidadão a se posicionar, a buscar fora da obra, e não dentro dela, soluções possíveis, esquenta a temperatura das polêmicas. Num primeiro momento, parece tratar-se de mais um filme sobre as condições de guerra aberta que vivemos, da convivência intolerável com o narcotráfico, dos excessos de uma polícia violenta, dos desmandos militares mesmo quando o tema da corrupção está ausente, do estado de emergência em uma cidade sob a lei do olho por olho. Não era pouco, mas a polêmica foi mais adiante. Primeiro, impôs-se o tema da pirataria, dos direitos sobre uma obra apoiada financeiramente pelo estado, das novas formas de circulação e partilha de informações. Em seguida, o tema da violência saiu da ficção cinematográfica e passou para a reação das platéias. Finalmente, evidenciou-se, a partir de cenas do filme, o papel da universidade e da elite que a freqüenta. De repente, salta aos olhos da platéia que a universidade brasileira não é convento de muros altos a abrigar com comodidade seus ocupantes como por vezes queremos crer. A universidade é parte desta sociedade com todos os seus erros e suas culpas. O conhecimento, a pesquisa, não pairam sobre nossas cabeças como auréolas. Não importa, nas imagens do filme, de onde eram os pilotis, a universidade de Tropa de Elite é a nossa universidade de elite, indiferente, na maior parte do tempo, ao chamado mundo real, resistente ao convívio com a diferença, fechada em si mesma. Neste momento em que a Universidade Federal do Rio de Janeiro discute a necessidade premente de reestruturação, todas estas questões se evidenciam como sendo também nossas questões. O Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, na intenção de participar de forma mais efetiva dos debates da cidade, convida a todos para a projeção do filme Tropa de Elite seguida de encontro com os autores do livro Elite da tropa, Luiz Eduardo Soares, Rodrigo Pimentel e André Batista e com o diretor José Padilha.
Beatriz Resende, Coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura (FCC)/UFRJ
Denilson Lopes, Superintendente de Difusão Cultural (FCC/UFRJ)
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
CFP Liinc em Revista. Tema Redes: articulações entre ciência, tecnologia e sociedade
A Liinc em Revista convida pesquisadores das diversas áreas do conhecimento
a submeterem artigos para o seu próximo número (Vol. 4, N. 1), que terá como
tema REDES: ARTICULAÇÕES ENTRE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E SOCIEDADE
A noção de rede tem se constituído em conceito-chave para compreensão
das dinâmicas sociais contemporâneas, ocupando cada vez mais espaço
nas investigações acadêmicas e articulando diferentes campos do saber.
A despeito da dinamização que o tema vem experimentando, ainda há muito
o que problematizar acerca da constituição/produção das redes, sua dinâmica,
sua formas de expressão, o papel destacado que têm desempenhado,
na circulação da informação e do conhecimento, além da necessidade
de se investir em metodologias que possam apreender a complexidade
de tais dinâmicas e, no limite, contribuir para o seu favorecimento
em termos de modalidades mais colaborativas de interação.
No âmbito de tal compreensão, são inegáveis as transformações operadas
pelas ciências e tecnologias, cuja presença crescente nas mais diferentes
esferas do conhecimento e da vida tem propiciado novas formas de cognição,
de interação, de ação social, de ativismo político, de geração e difusão
do conhecimento etc. Segundo uma concepção de redes, ciência,
tecnologia e sociedade interpenetram-se, estabelecendo relações complexas
e heterogêneas, possibilitando que se coloque em questão os determinismos
que, muitas vezes, subjazem aos estudos.
O desafio que se abre à pesquisa, portanto, consiste em não apenas
aprofundar e refinar investigações conceituais acerca das redes que
articulam tecnociências e sociedade como, sobretudo, investir
na sistematização de metodologias capazes de corresponder/traduzir
a heterogeneidade e a complexidade que caracterizam tais redes.
Este número temático está sendo organizado pela Profª Rosa Pedro (EICOS/UFRJ).
Os trabalhos devem ser enviados até o dia 31 de outubro de 2007
para rosapedro@globo.com
As instruções e normas para envio dos mesmos
encontram-se no endereço: http://www.ibict.br/liinc/index.php
Fonte: Lista da ABCiber - Associação Brasileira dos
Pesquisadores em Cibercultura.
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
Call for papers da revista ECO-PÓS - Comunicação e Melodrama
O conselho editorial da revista eletrônica ECO-PÓS do
PPGCOM da Escola de Comunicação da UFRJ comunica
a todos que estamos recebendo - até o dia
05 de setembro de 2007 - contribuições (artigos e resenhas)
a serem publicadas no vol. 10, número 2,
que será colocado em circulação em novembro deste ano.
Informamos que o próximo número terá um dossiê dedicado
a temática da Comunicação & Melodrama.
Comunicamos também aos interessados que
as normas completas para a elaboração
e envio das colaborações estão no site da revista:
http://www.e-papers.com.br/ecopos.
As propostas devem ser encaminhadas
(em arquivo anexado) para a revista no seguinte
e-mail: ecopos@e-papers.com.br.
O conselho editorial, posteriormente,
enviará um e-mail, confirmando o recebimento do material
terça-feira, 31 de julho de 2007
Blog da professora e pesquisadora Fernanda Bruno
Professora Fernanda Bruno,
do Programa de Pós-Graduação em
Comunicação e Cultura da UFRJ e
do Instituto de Psicologia da UFRJ.
Pesquisadora do CNPq.
Coodenadora do CiberIDEA:
Núcleo de pesquisa em tecnologias da comunicação,
cultura e subjetividade.
http://dispositivodevisibilidade.blogspot.com/
domingo, 27 de maio de 2007
Seminário "A constituição do comum" no RJ
A Rede Universidade Nômade e a Escola de Comunicação da UFRJ
convidam para o Seminário "Constituição do Comum":
cultura e conflitos no Capitalismo Contemporâneo",
de 28 de maio a 01 de junho no Auditório do CFCH da
UFRJ,Campus da Praia Vermelha-Rio de Janeiro.
www.eco.ufrj.br
O evento é uma realização da Programa Cultura e Pensamento 2007
do MinC/Fapex com a Rede Universidade Nômade em parceria
com Escola de Comunicação da UFRJ, LabTec,
Curso de Comunicação da UFES, CNPq
O Encontro reunirá cerca de 40 cientistas políticos, ativistas,
artistas, pesquisadores brasileiros e estrangeiros para discutir
temas como: o capitalismo cognitivo, a renda de existência,
as redes de produção cultural, a crise da mídia massiva,
o precariado cognitivo, a comunicação colaborativa,
urbanismo, trabalho, racismo, as estéticas da mutidão,
as periferias globais e a TV digital.
Dentre os palestrantes que estarão no Rio de janeiro: o filósofo
Maurizio Lazzarato (Universidade de Paris I),
o teorico do capitalismo cognitivo e editor de "Multitudes"
Yann Moulier Boutang, o economista francês Antoine Rebiscoul,
o economista Andrea Fumagalli (Itália), o filósofo brasileiro,
Peter Pál Pelbart, o cientista social Giuseppe Cocco, a pesquisadora
de comunicação Ivana Bentes, o ativista do software livre Sergio Amadeu,
Maria dos Camelôs, líder dos precários do Rio, ativistas, artistas,
professores...
A entrada é franca. Os interessados em obter certificado
devem fazer sua inscrição pelo e-mail:
aconstituicaodocomum@eco.ufrj.br
ou pela página www.eco.ufrj.br
Todas as palestras serão realizadas no Auditório do CFCH,
no Campus da Praia Vermelha. Av. Pasteur, 250 Praia Vermelha
(tel. 021 38735067 e 021 22959449).
Transmissão On Line.
Assista no site do TJ.UFRJ (www.tj.ufrj.br),
de 28/05 a 01/06, a transmissão ao vivo do Seminário.