Mostrando postagens com marcador mídias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mídias. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 13 de março de 2008

USP abre debate sobre democracia digital

Evento reúne escritores, videomakers e blogueiros de etnias indígenas e jovens

moradores da periferia da cidade de São Paulo

O 2º Seminário Mídias Nativas, que acontecerá entre 25 e 27 de março na Universidade de São Paulo (USP) e no Centro Cultural São Paulo, debate as novas tecnologias digitais e seus impactos na participação social. O evento de entrada gratuita é realizado pelo CEPOP-ATOPOS – Centro de Pesquisa da Opinião Pública em Contextos Digitais da ECA-Escola de Comunicações e Artes da USP, como o patrocínio da Petrobras e da Natura.

Para Massimo Di Felice, idealizador do evento e professor da (ECA/USP), uma nova forma de participação social está sendo viabilizada por meio de vídeos, blogs e sites. "Ao usar as novas tecnologias digitais para produzir e multiplicar suas narrativas, o poder comunicativo de indígenas e jovens da periferia alcança esfera pública global", afirma.

A tecnologia digital permite uma grande transformação sócio-comunicativa. Se, anteriormente, a população só recebia informações pela mídia, agora passa também a poder produzir seu próprio conteúdo e disponibilizá -lo na Internet. "Hoje, a sociedade de massa está sendo substituída por um novo modelo de sociedade, cujos conteúdos são construídos de forma colaborativa na rede e as conseqüências destas mudanças são qualitativas e, eu diria, até explosivas.. .", explica o sociólogo.

A primeira edição do seminário, realizada em 2006, teve repercussão internacional na mídia e no meio intelectual, resultando na publicação do livro "Indiografie" na Itália. Neste ano, o evento apresentará o projeto para a instituição de uma Cátedra Indígena, iniciativa que permitirá aos representantes de distintas etnias ministrarem aulas sobre o conhecimento e os saberes nativos contemporâneos.

O caráter democrático das novas tecnologias será mostrado no seminário através das produções midiáticas e das redes sociais criadas por jovens moradores da periferia da cidade de São Paulo e comunicadores de várias etnias indígenas, entre os quais, Ângela Pappiani e Jurandir Siridiwê do Instituto de Tradições Indígenas, Marcos Terena, diretor do Memorial dos Povos Indígenas, Alex e Atia Pankararus, Yakuy Tupinambá e Anapuaka Pataxó Hae Hae da Rede Índios Online, os escritores Guaranis Olívio Jekupé e Giselda Jerá e os comunicadores e produtores de mídia da periferia – Alessandro Buzo, Tião, Gil do site Bocada Forte, Ronaldo Costa e Eliezer Santos do Canal Motoboy, entre outros.

O governo do Canadá, através de seu consulado em São Paulo, apóia a presença da cineasta indígena Evelyne Papatie do povo Algonquim e de Manon Barbeau, coordenadora do projeto Wapikoni Mobile. Elas apresentarão a experiência da comunidade indígena no Canadá que teve acesso às tecnologias digitais como uma alternativa aos problemas sociais e ao isolamento.

O evento conta com os seguintes apoiadores: Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial) , Centro Cultural São Paulo, Consulado Geral do Canadá em São Paulo, Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), Laboratório de Estudos sobre a Etnicidade e Racismo (LEER) da FFLCH-USP . Durante o evento haverá exposições de vídeos, livros e de produtos culturais feitos pelos povos indígenas brasileiros e canadenses, além das narrativas midiáticas dos jovens da periferia.

Haverá transmissão on-line do evento pelo site do Universia. http://www.universi a.com.br/

Serviço:

Entrada Franca – vagas disponíveis: 250 – Inscrições pelo e-mail atopos.cursos@ gmail.com

25/03 - 9h às 18h

FFLCH – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas - Anfiteatro do Departamento de História Av. Prof. Lineu Prestes, 338, Cidade Universitária

26 e 27/03 – 14h às 18h30

Centro Cultural São Paulo - Rua Vergueiro, 1000, Estação Vergueiro do metrô

Sobre o Cepop-Atopos:

Desde 2005, o Grupo Atopos atua no Centro de Pesquisa da Opinião Pública (CEPOP) do Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo da ECA/USP - Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo sob a coordenação do Prof. Dr. Massimo Di Felice (ECA/USP). É formado por pesquisadores que são alunos de pós-graduação e de graduação que pesquisam sobre os impactos da introdução de novas tecnologias comunicativas nos vários âmbitos da sociedade atual; o armazenamento e distribuição das informações, além do desenvolvimento das novas interações em rede, entre outros temas.

Para mais informações:

Assessoria de imprensa

Diana Suzuki - dianasuzuki@ gmail.com - (11) 3375-0905/ 8694-4272

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

LANÇAMENTO/LIVRO/MIDIAS E MOVIMENTOS SOCI AIS

Caros pesquisadores, colegas e amigos,

Em nome da equipe de pesquisadores e colaboradores do livro “Mídia e
Movimentos Sociais:
Linguagens e coletivos em ação", Editora Paulus (www.paulus.com.br),
Coleção Comunicação,
temos o prazer de convidá-los para o lançamento dessa obra coletiva
na 53 Feira do Livro de Porto Alegre, no dia

10 de Novembro - sábado
14h30min - Praça Central - Estande de Autógrafos

Orgs.: Jairo Ferreira e Eduardo Vizer

En tiempos inciertos como los que vivimos, donde el Estado ha sufrido
politicas de desmantelamiento, donde la economia global es la reina de
todos los escenarios, donde las estructuras del poder politico
tienden a desvalorizarse, la sociedad civil y los movimientos sociales
toman la palabra y el espacio público. Pero la palabra -y la acción
social- tienen sus logicas y sus dispositivos de enunciacion. Este
libro intenta profundizar en estos dispositivos que articulan la palabra y
los medios de comunicación con la potencia de los movimientos sociales
(Eduardo Vizer).

Mídia e movimentos sociais apresenta novas perspectivas para abordar
as articulações entre os processos atuais de ação coletiva, os
movimentos sociais e os meios de comunicação. Analisa os
dispositivos que operam e recriam essas relações entre os meios e os
agentes sociais. Os pontos de interrogação partilhados estão na
superação de abordagens da mídia enquanto representação. Essa
ultrapassagem permite investigar problemas para além da mídia como
meio a serviço dessas ações coletivas bem como da mídia enquanto
instrumento de interesses privados. Essas angulações
são produzidas a partir de três grandes eixos: novas questões
construídas pelas abordagens socioantropológicas; a contribuição das
teorias de signos para análise dos movimentos sociais; e a
reflexão sobre a técnica e as tecnologias midiáticas (Jairo
Ferreira).